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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Polícia para quem precisa! E pra quem quer

É imprecionante como a força da polícia anda desvalorizada. Não é mais tão respeitada como antes; Muitos motoristas veem os policiais como desocupados,  que ao invés de combateram crimes reais, ficam 'atormentando' as pessoas que deixam de seguir leis 'insignificantes' como o uso de cinto-de-segurança, a lei-seca, o uso de capacete, até aquelas infrações graves como desobediência a sinais e placas, arrastões,abusos de velocidade ... Constrasta com isso a corrupção crescente de muitos policiais: invertem os papéis, passam de heróis a meros bandidos, formadores de quadrilha. Com muito sensacionalismo, claro, foi exibido no filme Tropa de Elite, parte dessa realidade, onde grandes autoridades da polícia armavam esquemas desse tipo; Também mostravam o abuso de autoridade, a falta de profissionalismo com que agiam os policiais ao abordar as pessoas suspeitas, ás vezes por mera aparência, preconceito; Atualmente, noticiou-se a atuação de um policial que atirou em uma criança que estava junto a seu pai, porque eles não pararam na blitz em funcionamento. E os julgamentos desses policiais acabam sendo apenas afastamento ou demição, muitas vezes. Casos de propina são bastante comuns, como no caso da morte por atropelamento do filho da atriz Cissa Guimarães no qual, após ocorrido o acidente, os policiais ofereceram encobrir o infrator em troca de poupuda propina,  ao pai do motorista culpado. É conhecida sim, a desvalorização salarial dos mesmos, e de casos de abandono ou negligência dos órgãos públicos na obtenção de recursos a esses profissionais. Assim como, a carência destes em muitas cidades e locais de alta criminalidade. Tudo isso dificulta a disponibilidade de efetivo policial e melhoramento da segurança. Se segurança depende não só de gente capaz de mantê-la, mas também de políticas eficazes como educação e planejamento social, necessita-se também estruturar melhor os mecanismos de formação destes poiciais, como também as carências dos mesmos.

domingo, 25 de julho de 2010

Pacato Cidadão

A relativa paz que paira sobre nossas cabeças é uma dádiva e me faz pensar em como pode haver tanta guerra em vários lugares do mundo ainda; rebeliões, conflitos de tribos urbanas, grupos armados de motivos políticos como as FARC, piratas na Somália, crime organizado, máfia chinesa, russa, siciliana(...) E pensar que nossa história se desenvolve basicamente entre guerras que mudam os rumos da organização mundial de qualquer instância, revoluciona culturas, e mata principalmente. Causa medo e fúria, perseguindo desde meros viventes camponeses a nobres reis, poderosos, muitas vezes usurpadores de poder.
A principal causa de uma guerra, geralmente assim denominada (quando a briga é grande), por interesses gananciosos, levanta multidões a duelarem incitadas por seus governos, líderes ou por sua legítima sobrevivência; espíritos patrióticos exagerados e de razões equivocadas. Quem soma vitórias e portanto influências políticas-diplomáticas passa então a ditar as regras e direitos a vigorarem; Ideologias, formas de conduzir a nação,  direitos e obrigações tudo se polariza e pesa sobre a cultura vigente; Quando explode sob forma animalesca e abrupta pode arrasar o 'sistema' atual', o equilíbrio temporário até que funcione. Funciona quando permite a paz relativa; o que seria um conjunto de normas e éticas padronizadas, cumpridas genericamente bem e que não desequilibram o ciclo das matrizes de 'sobrevivência' e como se organizam para usufruí-las. Partindo desse conceito, um bom sistema que penso funcionar é o atual: capitalista. Determina quem tem, como obter, o que é de direito, ético, legal, benéfico a manutenção dele próprio e como devem ser as instituições e nações (que dele dependem); Neste último floresceu com mais vigor a antiga e bem vista democracia,_poder da maioria_buscando a integridade de direitos individuais e corporativos, conceitos de tudo, e basicamente manda porque tem o combustível para liderar as massas. Como sempre foi um regime, mas permite o direito a informação e abre brechas aos menos atuantes. Por último devemos notar que a manutenção dessa paz depende também de mecanismos que amansem o instinto revoltante da população: Por tempos na Roma Antiga, a política do pão-e-circo entretia a população que podia se revoltar pela pobreza que lhes acometia. Hoje, a insurgência quase acabou porque os governos perceberam que dando 'esmolas' emergenciais e entretenimento aos pobres, os iludia para continuarem suas barbaridades sem se preocupar com o levante das massas. 
É pacato cidadão, você não tem do que reclamar: lhe deram, vale pra tudo; lhe trouxeram a luz, agora tem como passar horas estasiado em frente a hipnotizante tv; Trouxeram os ricos para lhes fazerem show com os pés nesta próxima Copa e para mostrar a todos o quanto seu dinheiro pode transformar a imagem de um país e sua idolatria. É assim que passamos, em relativa paz, onde tiroteios  mortes em favelas; guerras a la arábica vira entretenimento televisivo, e é motivo de filmes como tropa-de-elite(mascarado de crítica social). É justamente o que o povo quer. A paz que é sinônimo de justiça, a maioria do povo desconhece: educação, saneamento básico, ética, informação, igualdade, não é coisa que o governo pretende distribuir tão facilmente, vá que acordemos e as migalhas de pão não nos bastem mais!